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Ensino de projeto de arquitetura – Nas dimensões ambiental e tecnológica

“Não se pode reformar a instituição sem uma reforma anterior das mentes; mas não se podem reformar as mentes sem uma prévia reforma das instituições”. (MORIN, 2003, p.: 99) A citação do Morin já coloca o tom do debate: estamos lidando com um ciclo meio inevitável, em que tudo depende de tudo. No contexto do ensino de arquitetura, isso expõe um problema bem atual — ainda operamos, em muitos casos, com modelos antigos, baseados numa lógica mais rígida, racional e universal, que não dá mais conta da complexidade do mundo contemporâneo. O texto chama atenção justamente pra essa virada: em vez de buscar certezas absolutas, o ensino de projeto precisa lidar melhor com a instabilidade, com diferentes pontos de vista e com a subjetividade que faz parte do processo criativo. Ou seja, projetar não é só aplicar regras — é interpretar contextos, negociar variáveis e tomar decisões em cenários muitas vezes incertos. Outro ponto forte da crítica está em duas “quebras” bem claras dentro da formação em arquitetura. A primeira é o descolamento entre o que se ensina na faculdade e o que o mercado realmente exige. Existe uma lacuna entre os fundamentos teóricos, os exercícios acadêmicos e a prática profissional concreta. A segunda é a separação entre tecnologia e projeto: de um lado, disciplinas técnicas focadas em normas, desempenho e sustentabilidade; do outro, o ateliê de projeto, muitas vezes tratado como um universo à parte. Na prática, isso cria arquitetos que têm dificuldade de integrar essas dimensões no dia a dia. E é aí que entra a proposta do “Segundo Ateliê”, que aparece como uma tentativa de resolver esse impasse. A ideia é simples, mas potente: criar um espaço onde teoria, técnica e prática não fiquem compartimentadas, mas dialoguem de verdade. Um ensino mais conectado com situações reais, onde as questões tecnológicas não são só conteúdo teórico, mas ferramentas ativas no processo de projetar. No fim das contas, o texto aponta pra uma necessidade bem clara: formar arquitetos mais preparados para lidar com a complexidade — não só técnica, mas também social, ambiental e cultural — do mundo atual. E isso passa, inevitavelmente, por repensar como a gente ensina, aprende e pratica arquitetura hoje.

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O cuidado com as novas metodologias de ensino para a arquitetura

O texto traz uma proposta interessante, mas acaba ficando um pouco limitado quando a gente pensa na complexidade real de estimular o processo criativo em estudantes de arquitetura. A ideia central se apoia muito numa análise visual ainda bem básica, focada numa representação bidimensional simples — o que, no fim das contas, não dá conta de traduzir a riqueza do espaço vivido que se pretende discutir. Em um curso como arquitetura, onde a prática tem um peso enorme, faria mais sentido colocar o foco na construção do conhecimento a partir da experiência direta e da interação contínua com o objeto de estudo (como uma cena urbana). Isso ajudaria o aluno a desenvolver uma compreensão mais profunda e contextualizada do espaço. Quando o texto avança para as etapas seguintes do exercício, dá pra perceber que o processo de abstração vai se afastando cada vez mais da realidade inicial. As representações propostas já não dialogam tão bem com o espaço tridimensional observado no começo, e isso enfraquece a conexão do aluno com aquilo que ele está estudando. Parece faltar aí uma valorização maior da experiência sensorial e da percepção espacial — dois pontos-chave quando o assunto é criatividade em arquitetura. Do ponto de vista pedagógico, o desenho inicial da cena urbana poderia ser muito mais do que só um começo meio solto. Ele poderia servir como base para uma exploração mais rica das qualidades espaciais, incentivando o aluno a transformar essas percepções em abstrações que ainda mantenham relação com o espaço real — de preferência trabalhando com elementos tridimensionais, e não só gráficos. No fim, a sensação é que o exercício acaba simplificando demais o processo, tratando-o mais como uma atividade composicional do que como uma investigação espacial de fato. E aí se perde uma oportunidade importante: a de desenvolver nos alunos uma sensibilidade espacial mais genuína, que nasce do contato com o espaço físico e da reflexão crítica sobre o que se percebe. Se essa dimensão fosse melhor explorada, o processo criativo teria muito mais força — e os alunos poderiam não só reproduzir abstrações, mas realmente construir novas formas de entender e se relacionar com a cidade. Isso, no longo prazo, faz toda a diferença na formação de arquitetos mais conscientes do seu papel como agentes transformadores do espaço urbano.

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Metodologia de ensino para projetos arquitetônicos

O texto discute os caminhos da arquitetura contemporânea a partir dos desdobramentos da modernidade. Passa pelo neofuncionalismo, pelas vertentes mais tecnológicas e comunicativas e também pela diversidade meio caótica do pós-modernismo. Diante dessa mistura de referências — que costuma confundir principalmente quem está na graduação — a autora propõe retomar alguns critérios do movimento moderno, como simplicidade, racionalidade e a chamada “verdade arquitetônica”, como base para ensinar projeto. Segundo ela, essa proposta não é rígida nem excludente, mas sim uma alternativa entre várias possíveis. A ideia seria ajudar na formação crítica e técnica dos estudantes, trazendo mais clareza e agilidade ao processo projetual sem necessariamente limitar a criatividade. O texto também se coloca como um relato de experiência docente, aberto a diálogo com outras abordagens. O problema é que essa metodologia não fica clara. A autora fala em retomar critérios modernos, mas não explica exatamente como isso é feito na prática. Como esses critérios foram organizados? Como foram aplicados nos projetos? Que tipo de resultado geraram? Houve alguma análise crítica sobre o impacto deles no desenvolvimento dos alunos? Essas lacunas deixam a proposta vaga e pouco demonstrada. Além disso, embora a autora diga que não se trata de algo dogmático, a ideia de uma “orientação estruturada” baseada nesses princípios modernos soa, na prática, bastante prescritiva. E isso entra em conflito com formas mais atuais de ensino, que defendem um aprendizado mais ativo, onde o estudante constrói conhecimento a partir da experimentação, e não apenas seguindo diretrizes pré-definidas. Se a intenção é formar arquitetos mais críticos e preparados, talvez o caminho mais interessante seja começar pela compreensão da espacialidade — que é o nosso principal campo de atuação — a partir da vivência, da relação com o contexto e de experiências significativas. Em vez disso, a proposta parece se aproximar de métodos mais fechados, como o redesenho de obras conhecidas, onde a tal “verdade arquitetônica” vem de outro tempo e outra realidade, muitas vezes distante da vivência do aluno. No fim das contas, a proposta acaba deixando de lado duas questões essenciais. A primeira é que a arquitetura precisa responder ao seu tempo, ao lugar e à cultura onde está inserida. A segunda é que uma prática ética passa por evitar a simples reprodução de modelos prontos — especialmente de contextos diferentes — e buscar soluções que façam sentido a partir da função e do contexto real. Quando isso não acontece, corre-se o risco de cair em cópias ou em uma estética guiada mais por referências externas do que por necessidades reais.

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A formação docente em projeto de arquitetura

Neste artigo, de Oliveira e Malard, as autoras propõem que a pós-graduação stricto sensu pode ser uma boa chance para formar professores de projeto de forma diferente do tradicional esquema mestre/aprendiz. Elas sugerem que o foco seja desenvolver a análise e a crítica dos pós-graduandos, além de treiná-los em situações reais de ensino. Para elas a formação de professores via pós-graduação pode ser independente ou complementar à prática já existente, gerando vários benefícios como a reavaliação daquilo que foi aprendido na graduação, ajudando o futuro professor a entender o que mudou e quais são os novos conceitos em relação à experiência anterior. As disciplinas da pós-graduação podem oferecer fundamentos que ajudem a criar estratégias para resolver problemas no ensino de projeto. A mesmo tempo vivenciar um ambiente de discussão onde os alunos troquem ideias com colegas, professores e até mesmo alunos de graduação, o que estimula a reflexão e a crítica durante todo o processo de pesquisa. Nas palavras das autoras: “Erigir propostas de ensino em projeto arquitetônico fundamentadas, que redirecionem a atual proliferação de práticas no mínimo irrefletidas, seria desejável para que nos aproximemos do avanço na produção do conhecimento sobre nossas práticas de ensino.”

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Sobre repertório na criação do projeto arquitetônico

Este trabalho/discussão/diálogo é ótimo. Depois da leitura fica aquela sensação de que deveriam existir mais publicações como esta. Precisamos discutir mais. Enfim, o texto tem uma parte muito interessante sobre a maneira em como “criamos” o projeto de arquitetura. Nesse trecho, apresentado como uma conversa entre a professora e uma mestranda, a professora Maria Lucia aborda a relação entre representação e criação no processo de projeto arquitetônico. Frente ao questionamento da aluna se a representação, embora não primária à criação, pode levar ao surgimento de novas ideias, a professora explica que a representação permite visualizar, criticar e aprimorar ideias e que a imaginação é fundamental nesse processo, argumentando que as modificações surgem da autocrítica das representações, e que a criatividade não reside na representação em si, mas na ideia original. E aqui o ponto interessante, enquanto a mestranda enfatiza a importância do desenho na concepção do projeto a professora ressalta que, embora dependamos de visualizações, a verdadeira criatividade provém do conhecimento e da crítica, e não da mera representação. E esse é um ponto que eu mesmo venho martelando há já um tempo. Nesta discussão fica evidente a complexidade da relação ou interdependência entre imaginação, representação e avaliação crítica no desenvolvimento do projeto. E me lembro agora do texto da professora María Isabel Alba Dorado, “Manos que piensan. Reflexiones acerca del proceso creativo del proyecto de arquitectura”.

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Sobre a materialidade e a materialização

O que é matéria, materialidade e materialização? Acredito que seja importante fornecer algumas reflexões sobre o significado, sentido e aplicação desses termos, a fim de contribuir para o seu correto uso, principalmente na hora de conceitualizar as nossas ideias e intenções projetuais em relação ao material. Assim me parece muito interessante o artigo de Lucchesi onde ele, através de exemplos, é capaz de esclarecer estas definições. Se aceitamos como verdadeira a afirmação de que a finalidade e o significado da arquitetura se encontram na construção material, dentro do mundo físico real e que se alimenta, em grande medida, por um saber eminentemente prático, nos é difícil entender que nos cursos de arquitetura a desconexão entre técnica construtiva e concepção de projeto seja aceita, no geral, com grande naturalidade.  Mas qual é o problema em separar estas instancias? Não ajudaria a simplificar o ensino? Aí voltamos ao ponto onde nos perguntamos: como projetamos, qual é a maneira em como encaramos o projeto. Enfim, um texto que vale muito a pena ler nestes tempos de desmaterialização da forma arquitetônica. 

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Pesquisa: Conteúdos de Interesse para Arquitetos

Pesquisa: Conteúdos de Interesse para Arquitetos

Oi pessoal A gente montou essa pesquisa para saber qual é o material e os formatos que você gostaria de ler (ou assistir) no nosso website, sempre focado no ensino do Projeto de Arquitetura. Por exemplo: artigos sobre o Partido Arquitetônico, ou vídeos sobre o que é Tema e Programa. Dicas sobre como escolher o Lugar para o seu projeto. Como iniciar ou desenvolver o Projeto, etc. Queremos muito ouvir vocês. Para isso a pesquisa foi estruturada em três partes: A pesquisa está disponível no Formulário do Google no seguinte link: >> LINK PESQUISA

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Sobre o processo projetual em arquitetura

Sobre o processo projetual no TFG

“El que sabe mirar ve relaciones donde la mayoría solo ve cosas”Helio Piñón Projetar é uma atividade fundamentalmente intelectual, não mecânica e de alta complexidade, determinada por relações entre elementos pertencentes ao mundo das ideias e o mundo material. O projeto é o resultado aparente (visual) destas relações que tem como fim a sua materialização no mundo real, transformando-o, constituindo-se assim em uma práxis. Uma das características do processo de projeto é que o que é pensado adquire status de realidade por meio do exercício da imaginação ou, como Schön diria, o arquiteto faz uma imagem de algo a ser trazido à realidade, sem necessariamente telo representado ainda. Estas imagens carregam conceitos que são capturados e traduzidos graficamente pelo desenho. Essas representações são o ponto de partida para novos conceitos e imagens, estabelecendo assim uma produção dialética ou de retroalimentação no processo projetual. Traduzindo de maneira livre a Rafael Pina: “Projetar, portanto, constitui uma concatenação de atos que devem necessariamente ser de dupla natureza: por um lado, ações puramente intelectuais e, por outro, ações físicas que traduzem os conceitos para o mundo sensível, proporcionando um nível suficiente de materialidade que permite a sua leitura subsequente, tanto pelo próprio autor, quanto por outras pessoas.“ Maravilha, mas e aí? Pois bem, de maneira simples, você precisa se exercitar. Precisa resolver problemas (arquitetônicos) que lhe permitam “treinar” as suas habilidades intelectuais, compositivas e estéticas, por meio do exercício da imaginação e da representação. E se você tiver sorte de estar em uma faculdade onde a problematização também seja da sua incumbência, então melhor ainda, pois você terá de propor hipóteses, e testar elas através do seu projeto. E neste processo (problema, tentativa e avaliação) que vão melhorar as suas habilidades projetuais que com certeza você irá aplicar no mundo profissional. No fim, na hora de desenvolver o seu Trabalho Final de Graduação, você como futuro arquiteto, deverá ser capaz de expressar com claridade e fundamento o processo teórico do seu processo projetual. Dica: evite atitudes frívolas que façam do seu projeto um mero exercício de arte figurativa. Fuja do mito da genialidade subjetiva ou o da criatividade “inspiradora”. Seja coerente. Que o seu “discurso” esteja refletido na forma. Projetar é dar uma resposta unitária a uma infinidade de perguntas. Projetar é dar uma resposta simples a uma questão complexa. É tomar uma decisão diante de várias possibilidades. Projetar é gerar uma ideia que materializada, formalizada, é capaz de resolver todas as questões levantadas.Alberto Campo Baeza

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Sobre o Programa no TFG de Arquitetura

Sobre o Programa no TFG de Arquitetura

Programa (…) é aquilo que faz um projeto cair em Arquitetura e não em outro lugar. Juan Borchers Se para um TFG de arquitetura não podemos considerar o programa como tema de pesquisa qual é a maneira de encarar ele dentro do trabalho? Primeiramente devemos deixar claro que o programa arquitetônico não pode ser pensado apenas como a somatória de cômodos com determinadas áreas ou, por outro lado, representar as suas relações por meio de um simples fluxograma. O fluxograma acima é um exemplo do que muitos estudantes, e ainda arquitetos, utilizam para definir a estrutura formal ou partido do projeto. O problema está em transformar a espacialidade funcional da arquitetura em um agregado de cômodos, dentro de uma caixa, que logo serão “extrudados” com o pé-direito mínimo exigido pelo código de obras. Ao contrário do que vimos acima, o programa arquitetônico deve ser pensado como um conjunto de exigências, condicionantes e conexões que permitam que a atividade humana se desenvolva na sua plenitude e deve ser abordado como síntese pré-composicional para a formulação conceitual do partido arquitetônico. O programa, como dizia Isidro Suarez, é uma criação conceitual, é o primeiro esboço da configuração do projeto apontando para o partido geral. Suarez apontava que, entendido o programa como enteléquia, este estava presente no início do projeto como a ideia-gatilho que o constitui e, ao final, como um padrão para verificar o cumprimento das intenções iniciais. Por outro lado, o projeto poderia ser entendido como um modelo da realidade e, como tal, era uma realidade interposta que representa outra, que não é o projeto em si, mas sua potencial existência no mundo construído. Sendo o programa a base para este modelo da realidade, deve compreender, assimilar e entender os espaços (locais) essenciais para o desenvolvimento dos atos nele contidos, reconhecendo também, dentro da sua totalidade, hierarquias e simbolismos para cada um deles. Na nossa condição de arquitetos, na hora de projetar, devemos ser capazes de diferenciar quais são os atos principais, imprescindíveis para que aquele programa (atividade humana) aconteça, daqueles que desempenham um papel secundário dentro da totalidade. Desta maneira essa “criação conceitual” do programa é fundamental na definição e hierarquização dos espaços que vão determinar os lineamentos iniciais da forma.

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Você sabe o que é o Partido em Arquitetura?

Você sabe o que é o Partido em Arquitetura?

O partido é o prenuncio da forma, apresentado de maneira gráfica… ou seja, um desenho. O partido é um croqui ou diagrama onde as ideias e conceitos se transformam em um conjunto comunicável de indicações que norteiam o projeto. Ou seja, uma imagem que você apresenta e o outro entende. O partido é a representação gráfica de um processo intelectual, onde ideias são plasmadas em um conjunto coerente e unitário. O partido deve ser pensado como a antecipação figurativa inicial do projeto. Mas para chegar nesta antecipação figurativa precisamos de todo o conhecimento que adquirimos previamente. Assim, não haverá partido sem fundamento. Mas não pense que o partido aparece como passe de mágica. Mesmo com todo o conhecimento na cabeça, chegar nele será um processo de desenho/design, com erros e acertos. Com avanços e retrocessos. Na maioria das vezes, mais retrocessos do que avanços… Tá, mas de onde eu tiro o meu partido? Excelente pergunta para uma questão complexa. O partido não nasce de uma inspiração momentânea, abstrata e desligada da realidade. Pelo contrário, este é reflexo do conhecimento e o entendimento do arquiteto sobre todas as variáveis envolvidas: tema, problema de pesquisa, programa, lugar, contexto (clima, pessoas, cultura, história, etc.), material, recursos e normativas. Também não vale de nada você “desenhar” o seu partido depois de ter o projeto pronto. O partido deve vir, de maneira natural, através do conhecimento adquirido ao longo da sua pesquisa inicial e levantamento das variáveis. Aí, com auxílio da imaginação (tipo Bob Esponja), o arquiteto será capaz de antecipar o resultado figurativo do projeto. A esta antecipação figurativa inicial chamamos de partido. E não pense nele como único ou estático. O partido é o gesto inicial, mas este vai se ajustando ao longo da pesquisa no projeto de arquitetura. Ele acompanha as decisões de projeto e os rumos que este toma ao longo do seu desenvolvimento. Sacou? Curta. Compartilhe. Comente

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