Pesquisar

A construção do lugar arquitetônico e a experiência do sujeito

A dissertação parte de uma questão interessante: como um espaço arquitetônico deixa de ser apenas um espaço físico e passa a se tornar um lugar cheio de significado para quem o vivencia? Para responder a isso, a autora investiga a relação entre arquitetura e habitar, analisando diferentes tipos de espaços e fatores como tempo, escala, contexto, função e movimento.Ao longo do trabalho, ela desenvolve o conceito de “lugarização”, definido como o processo pelo qual uma pessoa atribui sentido a um espaço. Esse processo acontece em três etapas: observação, contextualização e significação. A ideia é que cada indivíduo constrói uma interpretação própria da arquitetura a partir de suas experiências, valores e percepções. Dessa forma, o espaço deixa de ser apenas um conjunto de elementos físicos e passa a estabelecer uma relação significativa com quem o ocupa, respondendo às necessidades da vida humana.

Leia mais »

Sobre Tectónica e a poética da construção

O texto aborda uma crítica à atual prática arquitetônica, destacando a perda do seu propósito original de atender às necessidades humanas básicas e de estar em harmonia com o ambiente. A arquitectura parece ter perdido o encanto de servir as humildes necessidades básicas do homem no sentido do “ser-no-mundo”. Ela afastou-se do intenso afecto pela matéria, enquanto objecto real da concretização da forma e da adaptabilidade intrínseca à sua condição física obrigatória. Parece que a evolução tecnológica cedeu, perante a mercantilização da cultura e deixou de gerir de modo equilibrado a reciprocidade da “logos da téchne” (edificação) e da “téchne do logos” (atribuição de significado), passando a gerir o objecto cenográfico. O edifício, na maioria dos casos, passou a ser a forma resultante do processo essencial de ocupação do espaço vago, na resposta a uma determinada obrigação funcional e de investimento financeiro.

Leia mais »

Categorias Blog

Destaques