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Ensino e aprendizagem da disciplina projeto no curso de arquitetura

Neste artigo, de três engenheiros, procurou-se desvendar, por meio da pesquisa na literatura disponível, como é abordado o ensino de Projeto de Arquitetura nas universidades, destacando a busca por metodologias eficazes e o estado atual dessa prática pedagógica. Para os autores há uma transformação do ensino de Projeto de Arquitetura nas universidades, destacando a substituição da prática de simulação do ambiente de escritório em sala de aula por novas metodologias de ensino. Para eles há uma ênfase no processo de projeto em detrimento do produto final, refletida nos discursos dos professores. Contudo, persiste uma resistência dos docentes em sistematizar e organizar suas práticas de ensino. A falta de um método claro e eficaz para ensinar Projeto Arquitetônico é evidenciada, especialmente em disciplinas como o Projeto Arquitetônico, onde os professores enfrentam dúvidas sobre como abordar o ensino de forma efetiva. A importância da formação do professor na pós-graduação é ressaltada como um elemento crucial para a melhoria do ensino de projeto, destacando a necessidade de expandir e aprimorar os cursos de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo. Os autores enfatizam a necessidade de discussões e debates para a escolha adequada das metodologias de ensino, onde o diálogo entre professores e alunos é ressaltado como fundamental para o aprendizado, enfatizando a importância da troca de experiências e conhecimentos no ateliê universitário.

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Teorias e métodos aplicados ao ensino do projeto de arquitetura

Neste artigo os autores descrevem a busca por novos métodos no exercício projetual com o objetivo de ampliar o domínio criativo do aluno e aumentar a presença da dimensão intuitiva no processo de aprendizagem. Essa abordagem visa aprofundar o envolvimento do aluno com o local de estudo, seja em projetos de paisagismo, edifícios ou urbanismo. Os métodos propostos, como a composição de planos e o devaneio, visam estimular a criatividade e a reflexão crítica sobre a cidade e seus contextos urbanos.

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Sobre Tectónica e a poética da construção

O texto aborda uma crítica à atual prática arquitetônica, destacando a perda do seu propósito original de atender às necessidades humanas básicas e de estar em harmonia com o ambiente. A arquitectura parece ter perdido o encanto de servir as humildes necessidades básicas do homem no sentido do “ser-no-mundo”. Ela afastou-se do intenso afecto pela matéria, enquanto objecto real da concretização da forma e da adaptabilidade intrínseca à sua condição física obrigatória. Parece que a evolução tecnológica cedeu, perante a mercantilização da cultura e deixou de gerir de modo equilibrado a reciprocidade da “logos da téchne” (edificação) e da “téchne do logos” (atribuição de significado), passando a gerir o objecto cenográfico. O edifício, na maioria dos casos, passou a ser a forma resultante do processo essencial de ocupação do espaço vago, na resposta a uma determinada obrigação funcional e de investimento financeiro.

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Ensino de arquitetura na perspectiva fenomenológica

Neste artigo dos professores Braga, Monteiro e Goto, e descrita a experiência pedagógica em uma disciplina do curso de arquitetura e urbanismo, cujo tema é “Fenomenologia e Arquitetura” a qual foi ministrada para alunos do nono período, de 2010 a 2014, com plano de ensino desenvolvido por dois psicólogos e um arquiteto e urbanista. Um dos pontos principais foi o da desconstrução e reconstrução do olhar dos alunos em relação ao espaço sob uma perspectiva interdisciplinar. Inicialmente, os alunos enfrentaram dificuldades conceituais e técnicas para compreender o lugar como fenômeno. Porém, atividades que privilegiaram a experiência direta permitiram uma abordagem inversa, partindo da vivência para a teorização e prática, conforme sugerido por Norberg-Schulz (2006). A partir de textos como o de Serres (1996) e Benjamin (2010), os alunos foram incentivados a descrever e desenhar lugares a partir de memórias e percepções sensoriais, o que os aproximou de uma compreensão mais imediata e ingênua do espaço.

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Arquitetura como Situação Relacional

Neste artigo de Holanda e Kohlsdorf é discutido o conhecimento necessário para a prática arquitetônica, enfatizando a importância de entender não apenas os aspectos técnicos da construção, mas também as expectativas e necessidades das sociedades em relação aos espaços criados. Assim, para os autores, o arquiteto precisa conhecer as metodologias e procedimentos para criar lugares/espaços e por outro lado, o arquiteto precisa desenvolver o conhecimento que concatena as variáveis físico-espaciais às expectativas relevantes ao bem-estar ou felicidades das sociedades:

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Ateliê Ca[Ó]tico – a observação direta do lugar e a interpretação visual dos espaços

A preocupação dos autores, dentro o âmbito acadêmico, diz respeito aos problemas que surgem durante as proposições arquitetônicas dos alunos, onde destacam a pouca vivência destes nos espaços públicos da cidade; a “preferência” por “ir” aos lugares em estudo por meio digital (Google  maps); o cada vez menor uso do recurso do desenho manual como instrumento/ferramenta de observação/discussão/projeto. Segundo os autores, como consequência desse tipo de práticas percebe-se uma certa superficialidade quanto a compreensão dos problemas, da dinâmica e da complexidade do espaço urbano, o que tem óbvios reflexos nas propostas desenvolvidas. 

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A contribuição da abordagem tectônica no ensino do projeto de arquitetura

Projetar é uma atividade fundamentalmente intelectual, não mecânica e de alta complexidade, determinada por relações entre elementos pertencentes ao mundo das ideias e o mundo material. O projeto é o resultado aparente (visual) destas relações que tem como fim a sua materialização no mundo real, transformando-o, constituindo-se assim em uma práxis. Para o autor o projeto supõe uma antecipação da construção, com base na seleção de materiais e técnicas construtivas, podendo ser abordado desde as primeiras etapas de concepção do projeto. Mas, segundo Medeiros, como fazê-lo se quando há um vácuo de conhecimento em tectônica, uma prevalência do discurso sobre a experimentação, e uma falta de pesquisa relativa as questões de ordem técnica no TFG, frequentemente tratado de maneira burocrática pelos estudantes e pouco considerado efetivamente na avaliação dos trabalhos. 

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Espaço, Corpo e Movimento. Pesquisa da espacialidade na arquitetura

No artigo de Douglas Aguiar vemos uma preocupação do autor pelo tema da condição espacial no campo da arquitetura e suas implicações na vida humana.  Para isso o autor se debruça sobre os conceitos de espaço e espacialidade iniciados no final do século XIX. A partir daí o artigo desenvolve sobre as pesquisas desenvolvidas até a vanguarda do movimento moderno e posteriormente em reconhecidos arquitetos e críticos como Bruno Zevi, Gordon Cullen, Bill Hillier e Julienne Hanson.

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Interações da tectônica no ensino de projeto de arquitetura

Este trabalho aborda a construção de saberes dentro do ateliê de projeto e os processos de ensino-aprendizagem nas escolas de arquitetura e urbanismo, com o objetivo de compreender as necessidades, expectativas e demandas da tectônica no curso de graduação em arquitetura e urbanismo, propondo a abordagem do “design thinking” como parte da solução.

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Menos não é mais. Sobre o ensino, formação e a falta de relevância do arquiteto

Neste artigo de Joao Marcos Lopes fica estampada, de maneira nua e crua, a realidade atual do ensino, na maioria das faculdades de arquitetura, e como estas formam profissionais alheios a realidade das cidades, das pessoas e principalmente, da maneira em como se materializa um projeto de arquitetura, tornado irrelevante a sua atuação no mundo profissional, na vida pública e política do país. O autor faz um breve apanhado sobre a história do ensino de arquitetura no Brasil, e afirma que “diversos aspectos relativos ao conhecimento tecnológico da arquitetura e do urbanismo vêm sendo sistematicamente negligenciados, encolhidos ou até mesmo deliberadamente suprimidos – desde sempre.”

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