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O Programa Arquitetônico como Enteléquia do Projeto

Isidro Suarez, arquiteto Tradução de Álvaro Letelier Hidalgo PARTE 1 Tentarei desenvolver minhas ideias sobre o Programa Arquitetural da maneira mais breve possível. Se vocês perceberem nas minhas expressões um tom categórico não pensem que se trata de uma posição dogmática, mas se, apesar de tudo, perceberem uma posição não “empiricista”, não condutivista, mas crítica, atribuam-na a minha convicção de que, sem fundamento ontológico não se pode abordar a arte como uma disciplina válida em si mesma, ou seja, sem metafísica não há possibilidade racional de apreender a arte como uma criação humana válida para outros seres humanos.

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Você sabe o que é Conceito em Arquitetura?

Conceito, de maneira simples, é uma palavra tipo vermelho, amplo, rápido etc.; ou uma frase, tipo “azul contínuo”, “rua aberta”, “edifício alto”, etc. É por meio de conceitos que captamos e entendemos a realidade. No caso do “conceito arquitetônico” esta palavra ou frase deve estar associada ao campo do conhecimento da arquitetura. Por exemplo, a uma situação espacial, a um determinado material ou a uma tipologia. Assim teremos conceitos simples como: – Luz e sombra; – Fluidez; – Permeabilidade; – Materialidade; – Modular. Mas esses conceitos, mesmo que arquitetônicos, ainda não são suficientes para aplicá-los em um projeto. Você vai precisar se aprofundar neles para estabelecer conceitos avançados, por exemplo: – Fluidez espacial; – Coberturas permeáveis; – Madeira laminada; – Estruturas modulares; Maravilha. Mas não adianta criar conceitos com nomes bonitos se não sabemos do que estamos falando. Se meu conceito é “fluidez espacial” eu vou ter que ser capaz de explicar o “meu conceito” para qualquer um. Digamos que eu tirei o meu conceito observando alguma coisa na cidade: a fluidez espacial. Então, segundo eu, a fluidez espacial acontece quando dois espaços, A a B se conectam por meio dos elementos X, Y e Z, dispostos nas configurações tal e tal. Tipo, “estive na praça da cidade e percebi que essa conexão acontece entre dois lugares quando na circulação há disponibilidade de sombra e existem elementos que sequenciam o trajeto”. Aí eu posso mostrar fotos ou croquis daquilo que observei, tipo olha, acontece aqui nessa praça. Acontece nesse outro lugar de maneira similar. E acontece nessa avenida, mas só no fim da tarde. Super doido, né? Tá, mas se você é uma pessoa pragmática e não quer viajar na maionese, aí você pode escolher um conceito em base à materialidade, como o de “madeira laminada”. Mesmo assim você terá saber e entender tudo sobre o material. Como se fabrica, como se estrutura, como são as fixações, como trabalha com outros materiais, quais as vantagens etc. Beleza! Agora sabemos tudo sobre estes conceitos! E de quebra ainda conseguimos explicar como funcionam para qualquer um. Sim, e aí? Faço o que com o meu super conceito? Pois bem, já ouviu falar do tema? O tema para a pesquisa, no caso do TFG de arquitetura, é definido a partir destes conceitos. Sério? Primeiro: pense nesse conceito que você agora domina. Agora pense nele aplicado a uma situação específica de uso. Por exemplo: – Fluidez espacial em espaços de uso público; – Fluidez espacial em ambientes de ensino; – Madeira laminada em estruturas urbanas. Sacou? Nesse momento você está a um pulo de achar o seu tema. Agora é só escolher o programa e você já pode propor o seu problema de pesquisa e começar o seu TFG. Gostou do artigo? Compartilhe e comente A gente se vê no próximo. Fui!

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Novo canal no YouTube do Arquitechne

Olá galera Se você é estudante de arquitetura e tem dúvidas sobre conceito, partido, projetar, livros, profissão etc., ou está sofrendo pra levar a faculdade em frente e anda meio que perdido, este canal é pra vocêCriei este canal no YouTube para falar das coisas que ninguém te fala, aquelas que eu mesmo gostaria que tivessem me falado na faculdade. Então, se você estava procurando um espaço para falar de arquitetura, trocar ideias e lhe ajudar no seu passo pela faculdade não deixe de se inscrever no meu canal e vamos enfrentar esses desafios juntos! Em cada um dos vídeos abordaremos temas inéditos que vão te ajudar na tua passagem pela faculdade.Vamos falar, discutir e achar respostas a todas as perguntas que você se faz enquanto aluno do curso de arquitetura. O que vamos ter nos vídeos? Se ligue, toda quinta-feira teremos um vídeo novo.Inscreva-se

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Ensino e aprendizagem da disciplina projeto no curso de arquitetura

Neste artigo, de três engenheiros, procurou-se desvendar, por meio da pesquisa na literatura disponível, como é abordado o ensino de Projeto de Arquitetura nas universidades, destacando a busca por metodologias eficazes e o estado atual dessa prática pedagógica. Para os autores há uma transformação do ensino de Projeto de Arquitetura nas universidades, destacando a substituição da prática de simulação do ambiente de escritório em sala de aula por novas metodologias de ensino. Para eles há uma ênfase no processo de projeto em detrimento do produto final, refletida nos discursos dos professores. Contudo, persiste uma resistência dos docentes em sistematizar e organizar suas práticas de ensino. A falta de um método claro e eficaz para ensinar Projeto Arquitetônico é evidenciada, especialmente em disciplinas como o Projeto Arquitetônico, onde os professores enfrentam dúvidas sobre como abordar o ensino de forma efetiva. A importância da formação do professor na pós-graduação é ressaltada como um elemento crucial para a melhoria do ensino de projeto, destacando a necessidade de expandir e aprimorar os cursos de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo. Os autores enfatizam a necessidade de discussões e debates para a escolha adequada das metodologias de ensino, onde o diálogo entre professores e alunos é ressaltado como fundamental para o aprendizado, enfatizando a importância da troca de experiências e conhecimentos no ateliê universitário.

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Teorias e métodos aplicados ao ensino do projeto de arquitetura

Neste artigo os autores descrevem a busca por novos métodos no exercício projetual com o objetivo de ampliar o domínio criativo do aluno e aumentar a presença da dimensão intuitiva no processo de aprendizagem. Essa abordagem visa aprofundar o envolvimento do aluno com o local de estudo, seja em projetos de paisagismo, edifícios ou urbanismo. Os métodos propostos, como a composição de planos e o devaneio, visam estimular a criatividade e a reflexão crítica sobre a cidade e seus contextos urbanos.

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Sobre Tectónica e a poética da construção

O texto aborda uma crítica à atual prática arquitetônica, destacando a perda do seu propósito original de atender às necessidades humanas básicas e de estar em harmonia com o ambiente. A arquitectura parece ter perdido o encanto de servir as humildes necessidades básicas do homem no sentido do “ser-no-mundo”. Ela afastou-se do intenso afecto pela matéria, enquanto objecto real da concretização da forma e da adaptabilidade intrínseca à sua condição física obrigatória. Parece que a evolução tecnológica cedeu, perante a mercantilização da cultura e deixou de gerir de modo equilibrado a reciprocidade da “logos da téchne” (edificação) e da “téchne do logos” (atribuição de significado), passando a gerir o objecto cenográfico. O edifício, na maioria dos casos, passou a ser a forma resultante do processo essencial de ocupação do espaço vago, na resposta a uma determinada obrigação funcional e de investimento financeiro.

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Ensino de arquitetura na perspectiva fenomenológica

Neste artigo dos professores Braga, Monteiro e Goto, e descrita a experiência pedagógica em uma disciplina do curso de arquitetura e urbanismo, cujo tema é “Fenomenologia e Arquitetura” a qual foi ministrada para alunos do nono período, de 2010 a 2014, com plano de ensino desenvolvido por dois psicólogos e um arquiteto e urbanista. Um dos pontos principais foi o da desconstrução e reconstrução do olhar dos alunos em relação ao espaço sob uma perspectiva interdisciplinar. Inicialmente, os alunos enfrentaram dificuldades conceituais e técnicas para compreender o lugar como fenômeno. Porém, atividades que privilegiaram a experiência direta permitiram uma abordagem inversa, partindo da vivência para a teorização e prática, conforme sugerido por Norberg-Schulz (2006). A partir de textos como o de Serres (1996) e Benjamin (2010), os alunos foram incentivados a descrever e desenhar lugares a partir de memórias e percepções sensoriais, o que os aproximou de uma compreensão mais imediata e ingênua do espaço.

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Arquitetura como Situação Relacional

Neste artigo de Holanda e Kohlsdorf é discutido o conhecimento necessário para a prática arquitetônica, enfatizando a importância de entender não apenas os aspectos técnicos da construção, mas também as expectativas e necessidades das sociedades em relação aos espaços criados. Assim, para os autores, o arquiteto precisa conhecer as metodologias e procedimentos para criar lugares/espaços e por outro lado, o arquiteto precisa desenvolver o conhecimento que concatena as variáveis físico-espaciais às expectativas relevantes ao bem-estar ou felicidades das sociedades:

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