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Sobre o ensino do Projeto e o TFG de Arquitetura

Sobre o ensino do Projeto e o TFG de Arquitetura

No seu artigo “O ensino do projeto de arquitetura e urbanismo no final do curso: uma reflexão propositiva para os trabalhos finais de graduação” (2016), o professor Sergio Moacir Marques nos traz uma visão pessoal e alguns questionamentos, muito pertinentes desde o meu ponto de vista, sobre o ensino de projeto e as suas implicações no desenvolvimento e apresentação dos Trabalhos Finais de Graduação dos cursos de arquitetura e urbanismo no Brasil.

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Um Manifesto sobre o ensino da Arquitetura

Um Manifesto sobre o ensino da Arquitetura

Este artigo de Paulo Afonso Rheingantz, publicado em 2005, 18 anos atrás, continua relevante nos dias de hoje, principalmente quando apreciamos que a formação do arquiteto se mantem em crise pela falta de pesquisas relevantes sobre o ensino do projeto de arquitetura assim como pelo despreparo pedagógico dos professores que ministram as aulas de atelier. A abordagem do artigo passa pela definição do projeto de arquitetura, o seu ensino, fundamentados em Vygotsky para nos levar aos resultados obtidos no atelier de projeto, estruturado com base no método dialético. A nova proposta apresentada, nas palavras de Rheingantz, evidenciam o potencial da proposta da disciplina estruturada neste método, que apresentou conclusões como melhoria na dinâmica de aprendizado, autonomia dos alunos na conquista e construção do conhecimento, maior nível de complexidade na formulação das intenções e das posteriores tomadas de decisão durante o processo projetual, permitindo e estimulando a troca de experiências entre eles, conseguindo a formulação de propostas coerentes, criativas, inovadoras, portadoras de sentido e autônomas. No fim, um artigo motivador e animador sobre os desafios e possibilidades do ensino baseado em estratégias pedagógicas.

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Métodos de Pesquisa e Métodos de Projeto

Métodos de Pesquisa e Métodos de Projeto

Neste artigo, de Doris Kowaltowski e Daniel Moreira, é apresentado um levantamento sobre questões relativas ao processo de projeto em arquitetura, que ainda estão sem respostas e que são de relevância para o ensino do projeto. Quais são os Métodos de Pesquisa empregados nos estudos sobre o processo de projeto? Qual é a situação atual dos estudos sobre os Métodos de Projeto? São estas as questões que traz este artigo e que tenta nos dar uma ideia da situação atual das pesquisas e as experiencias realizadas na área e que são relevantes para construção do conhecimento em projeto. Ao mesmo tempo, são de grande utilidade para qualquer pesquisador, pois permite definir quais rumos ele pode seguir na sua pesquisa específica em arquitetura.

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Uma reflexão sobre a pedagogia do projeto de arquitetura

Uma reflexão sobre a pedagogia do projeto de arquitetura

Este livro, desde o ponto de vista do ensino e aprendizado da arquitetura, se apresenta, segundo os seus autores, como um ponto de partida para a constituição dos diversos e múltiplos conhecimentos, capacitações e visões requeridos para a geração das formas de edifícios e espaços urbanos.  É recorrente no livro a discussão sobre a dificuldade de ensinar projeto e a falta de exercícios práticos procurando desvelar novas formas de ensino. Por isso o livro traz uma série de ilustrações apresentando os processos e as proposta do ensino e descrevendo as estratégias didático-metodológicas empregadas. Segundo os autores, os textos relativos a aulas ministradas pretendem sinalizar a importância da busca de repertório nas diversas áreas do conhecimento, dada a complexidade do ato de projetar: da arquitetura à dinâmica urbana, da história à paisagem, dos sinais gráficos ao objeto, da estrutura à forma, do patrimônio construído ao ambiental.  Este livro se apresenta como uma significativa contribuição às discussões sobre a educação nas áreas de arquitetura e urbanismo e ressaltando a importância do ensino como atividade coletiva, envolvendo docentes, monitores e alunos. Assim, além dos textos dos organizadores, temos textos dos professores Feres Lourenço Khoury, Fábio Mariz Gonçalves, Euler Sandeville Jr., Myrna de Arruda Nascimento, Maria Assunção Ribeiro Franco, Rosana Helena Miranda e Anália M. M. C. Amorim. 

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Você sabe o que é o Partido em Arquitetura?

Você sabe o que é o Partido em Arquitetura?

O partido é o prenuncio da forma, apresentado de maneira gráfica… ou seja, um desenho. O partido é um croqui ou diagrama onde as ideias e conceitos se transformam em um conjunto comunicável de indicações que norteiam o projeto. Ou seja, uma imagem que você apresenta e o outro entende. O partido é a representação gráfica de um processo intelectual, onde ideias são plasmadas em um conjunto coerente e unitário. O partido deve ser pensado como a antecipação figurativa inicial do projeto. Mas para chegar nesta antecipação figurativa precisamos de todo o conhecimento que adquirimos previamente. Assim, não haverá partido sem fundamento. Mas não pense que o partido aparece como passe de mágica. Mesmo com todo o conhecimento na cabeça, chegar nele será um processo de desenho/design, com erros e acertos. Com avanços e retrocessos. Na maioria das vezes, mais retrocessos do que avanços… Tá, mas de onde eu tiro o meu partido? Excelente pergunta para uma questão complexa. O partido não nasce de uma inspiração momentânea, abstrata e desligada da realidade. Pelo contrário, este é reflexo do conhecimento e o entendimento do arquiteto sobre todas as variáveis envolvidas: tema, problema de pesquisa, programa, lugar, contexto (clima, pessoas, cultura, história, etc.), material, recursos e normativas. Também não vale de nada você “desenhar” o seu partido depois de ter o projeto pronto. O partido deve vir, de maneira natural, através do conhecimento adquirido ao longo da sua pesquisa inicial e levantamento das variáveis. Aí, com auxílio da imaginação (tipo Bob Esponja), o arquiteto será capaz de antecipar o resultado figurativo do projeto. A esta antecipação figurativa inicial chamamos de partido. E não pense nele como único ou estático. O partido é o gesto inicial, mas este vai se ajustando ao longo da pesquisa no projeto de arquitetura. Ele acompanha as decisões de projeto e os rumos que este toma ao longo do seu desenvolvimento. Sacou? Curta. Compartilhe. Comente

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Lugar para o Projeto de TFG de Arquitetura

Como escolher o Lugar para o Projeto de TFG?

Primeiro, qual é a importância do lugar? Perceba que o lugar traz condicionantes espaciais, tipológicas, funcionais, histórico-culturais, sociais, afetivas dentre outras, e não apenas aquelas de ordem normativa ou bioclimática. Devemos entender o lugar como espaço habitado pelo homem, dentro de um determinado tempo e um determinado contexto social e cultural. Sabendo disso percebemos que não é qualquer lugar que vai nos permitir incluir o programa do nosso projeto. Por exemplo, não é numa zona residencial que vou locar o meu Santuário para Animais ou meu Centro de Equoterapia. Também não vou pensar em locar uma biblioteca pública no meio do mato. Dito isto, que aparenta ser obvio, percebemos que, assim como há restrições, também haverá condicionantes que poderão potencializar o nosso projeto ou a nossa pesquisa. Por exemplo, se o meu tema tivesse relação com a paisagem e de como esta ajudaria a constituir um espaço de convívio, dificilmente obteria resultados encorajadores no meio de uma área densamente construída e sem elementos naturais em volta. Se o problema de pesquisa do meu tema tivesse relação com a superposição de estruturas para configurar limiares entre o espaço público e o privado, seria de muito mais valia encontrar um lugar onde acontece de fato uma vida urbana consolidada para testar a minha hipótese. Se fosse para revitalizar uma área por meio do projeto, o contrário seria o ideal: ou seja, uma zona urbana degradada. Entendido o que pode e não pode, vamos ver o que precisamos “descobrir” do lugar. Quais são as condicionantes do lugar que afetam ao projeto Dependendo do lugar escolhido, existirá um maior ou menor grau de complexidade nas condicionantes que afetam o projeto. Para nos aproximar deste conhecimento precisamos fazer uma análise dos dados objetivos, mas também daqueles onde incide a subjetividade e a experiência do observador. Se começamos pelo contexto físico A análise começará pelo terreno, a sua orientação, dimensões métricas, incidência solar, limites físicos etc. Segue-se pela análise do entorno urbano, reconhecendo a morfologia, espaços de uso público, sistema viário, pré-existências históricas, infraestrutura etc. Indo para o contexto social Deveremos analisar os traços essenciais que o caracterizam, revelando as relações existentes entre os aspectos históricos, culturais, econômicos e religiosos do lugar. Já, na abordagem do contexto espacial-arquitetônico Precisaremos fazer uma leitura poética ou sensível do lugar, fazendo uma valoração seletiva, intuitiva e intencional da realidade, selecionando as qualidades características do contexto nos aspectos perceptivos e sensíveis e das suas relações espaciais com o lugar. E aí, gostou?

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A Construção das Ideias Arquitetônicas

Sobre a construção das ideias arquitetônicas

Neste artigo de Isabel Brant e Maria Lúcia Malard se discute sobre a maneira como as ideias são construídas no projeto de arquitetura. Por meio de entrevistas foram obtidos indícios dos elementos que possibilitam o processo de ideação, e como o seu desenvolvimento pode estimular e melhorar a criatividade. Um aprofundamento desses temas pode ser encontrado na dissertação de Isabel Brant intitulada “A CONSTRUÇÃO DE IDEIAS NO PROCESSO DE PROJETO DE ARQUITETURA”. 

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A Bitácora como Ferramenta de Ensino-Aprendizagem na Arquitetura

A Bitácora no Processo de Projeto

Nos meus anos de faculdade, a bitácora sempre foi um item obrigatório nas aulas de atelier. Ela fazia parte do processo projetual e de fundamentação das ideias de projeto. Atualmente continua sendo nos atelieres do primeiro ano. Neste artigo, de Clara Rodrigues e Verônica Lima, a bitácora é inserida na sala de aula com quatro objetivos principais: estar sempre à espreita, desenvolver um lugar de liberdade (criação e reflexão), visualizar o desenvolvimento da ideia, e desenvolver o hábito do registro do processo projetual. A bitácora é uma ferramenta flexível, que permite registrar o repertorio existente e compilar novos conhecimentos apreendidos ao longo do processo projetual, onde o aluno consegue visualizar o seu percurso até a conclusão do trabalho.

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