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Ateliê Ca[Ó]tico – a observação direta do lugar e a interpretação visual dos espaços

A preocupação dos autores, dentro o âmbito acadêmico, diz respeito aos problemas que surgem durante as proposições arquitetônicas dos alunos, onde destacam a pouca vivência destes nos espaços públicos da cidade; a “preferência” por “ir” aos lugares em estudo por meio digital (Google  maps); o cada vez menor uso do recurso do desenho manual como instrumento/ferramenta de observação/discussão/projeto. Segundo os autores, como consequência desse tipo de práticas percebe-se uma certa superficialidade quanto a compreensão dos problemas, da dinâmica e da complexidade do espaço urbano, o que tem óbvios reflexos nas propostas desenvolvidas. 

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A contribuição da abordagem tectônica no ensino do projeto de arquitetura

Projetar é uma atividade fundamentalmente intelectual, não mecânica e de alta complexidade, determinada por relações entre elementos pertencentes ao mundo das ideias e o mundo material. O projeto é o resultado aparente (visual) destas relações que tem como fim a sua materialização no mundo real, transformando-o, constituindo-se assim em uma práxis. Para o autor o projeto supõe uma antecipação da construção, com base na seleção de materiais e técnicas construtivas, podendo ser abordado desde as primeiras etapas de concepção do projeto. Mas, segundo Medeiros, como fazê-lo se quando há um vácuo de conhecimento em tectônica, uma prevalência do discurso sobre a experimentação, e uma falta de pesquisa relativa as questões de ordem técnica no TFG, frequentemente tratado de maneira burocrática pelos estudantes e pouco considerado efetivamente na avaliação dos trabalhos. 

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Espaço, Corpo e Movimento. Pesquisa da espacialidade na arquitetura

No artigo de Douglas Aguiar vemos uma preocupação do autor pelo tema da condição espacial no campo da arquitetura e suas implicações na vida humana.  Para isso o autor se debruça sobre os conceitos de espaço e espacialidade iniciados no final do século XIX. A partir daí o artigo desenvolve sobre as pesquisas desenvolvidas até a vanguarda do movimento moderno e posteriormente em reconhecidos arquitetos e críticos como Bruno Zevi, Gordon Cullen, Bill Hillier e Julienne Hanson.

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Interações da tectônica no ensino de projeto de arquitetura

Este trabalho aborda a construção de saberes dentro do ateliê de projeto e os processos de ensino-aprendizagem nas escolas de arquitetura e urbanismo, com o objetivo de compreender as necessidades, expectativas e demandas da tectônica no curso de graduação em arquitetura e urbanismo, propondo a abordagem do “design thinking” como parte da solução.

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O Pátio Interno na composição arquitetônica

Neste artigo Alves e Cosenza nos apresentam um excelente resumo sobre as qualidades espaciais e perceptivas do pátio interno, como estratégia bioclimática, como lugar de encontro, como lugar privativo, como espaço de controle ou como lugar sagrado. Segundo os autores, uma característica sempre presente será a do espaço protegido, descoberto e com sentido circular, onde o homem poderá desenvolver as suas atividades ao ar livre, abraçado pelo edifício. Desde um ponto de vista funcional, cultural e paisagístico o pátio interno proporciona inúmeras possibilidade espaciais e de design arquitetônico para diferentes programas. Uma leitura que vale muito a pena.

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O ensino de Arquitetura é uma árvore: deveria ser?

Este artigo de Bruno de Mello traz questionamentos sobre a maneira em como o ensino nos cursos de arquitetura e urbanismo é estruturado atualmente. A grande pergunta levantada pelo autor é: Seria possível pensar uma mudança de perspectiva: uma formação em Arquitetura mais “divergente” (linhas que se separam de uma base fundamental comum para um período final de direcionamento em eixos de atuação profissional), ao invés de uma “convergente” (todos os conhecimentos submetidos à composição).

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Paisagem Urbana – Gordon Cullen

Para Gordon Cullen, um edifício é arquitetura, mas dois seriam já paisagem urbana. De acordo com ele, o conceito de paisagem urbana exprime a arte de tornar coerente e organizado visualmente o emaranhado de edifícios, ruas e espaços que constituem o ambiente urbano.  A cidade tem o poder de gerar um ambiente confortável para o homem, este é um dos muitos motivos pelos quais as pessoas preferem viver em comunidades ao invés de isoladas. No seu livro A Paisagem Urbana, mostra-nos a sua visão da paisagem e como através de imagens do quotidiano, vistas através do pedestre ou transeuntes, estudou e analisou as ruas, praças, parques, estradas, etc. Desta maneira definiu múltiplos conceitos que nos ajudam a captar melhor a paisagem e a ver como esta interage com o próprio habitante. Livro ainda atual e de grande valia para quem quer se aprofundar no entendimento da cidade, não apenas pelos seus valores estéticos, mas também pela reflexão sobre a necessidade inerente ao ser humano de se identificar com o local em que se encontra e a capacidade do corpo humano de se relacionar com o seu ambiente.

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Linguagem e arquitetura: o problema do conceito

Linguagem e arquitetura: o problema do conceito

Texto de grande relevância para quem procura entender o alcance do conceito dentro do processo criativo em arquitetura. Porém, sendo um tema complexo e o autor doutor em filosofia, este se utiliza de uma linguagem que tenta acompanhar a complexidade, fazendo com que o texto fique, para o leitor comum ou estudante de arquitetura, um pouco maçante e de difícil compreensão. No entanto, faça o esforço. Vale a pena a leitura pois são abordados tópicos relevantes sobre a conceitualização da forma e a maneira como se desenvolve o processo de desenho em arquitetura, a maneira como as pessoas entendem e percebem o espaço. A maneira como, nos arquitetos, pensamos a arquitetura, a nossa reflexão sobre a experiência dos espaços, sobre a imagem e sobre os significados.

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O ensino de projeto e sua interdisciplinaridade 

Não há como pensar no ensino e pesquisa de projeto sem vinculá-lo a uma colaboração e conexão com outras áreas do saber. O que marca o eixo da experiência pedagógica do ensino de projeto é o chamado atelier ou oficina vertical, em que se constitui em diversos níveis de complexidade de programas, temas e formam a base para uma cooperação e colaboração. É nessa disciplina de projeto, que se aprende e ensina o ato de projetar na prática, em que há uma troca (ou pelo menos deveria haver) entre alunos e professores. É aqui que teoria e prática vão se transformando em uma só desde os temas em uma microescala, como a habitação, até os de macroescala, com temas voltados ao urbanismo e paisagem. Interpretação da realidade, prática projetual e o projeto como resposta são partes integrantes do ensino-aprendizagem de arquitetura (ou deveriam ser). Cabem aos maestros utilizarem da ciência da pedagogia e da didática, para transmitirem os saberes, fazendo com que os alunos consigam sair do mundo das ideias para o mundo material, integrando história, identidade, estrutura, critica entre outros. O artigo abordará como se dão essas (possíveis) didáticas dentro da lógica pedagógica do ensino de projeto na faculdade de arquitetura, ou pelo menos, como elas deveriam ser conduzidas dentro e fora da sala de aula. É interessante para o estudante que mergulha na leitura em desenvolver uma crítica sobre o ensino que lhe é proporcionado dentro da sua faculdade. 

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O processo criativo do projeto arquitetônico

O processo criativo do projeto arquitetônico no TFG

Neste artigo o professor Hélio Hirao nos apresenta um procedimento metodológico, por ele desenvolvido, para orientar os alunos em seus TFGs, visando encaminhar ao projeto final de forma lógica. Mas qual seria a logica quando se tem, como ele afirma, a deficiência do pouco repertório de vivências socioespaciais dos alunos?

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